10/05/2004 13:40
Decidi mandar o blig pra PQP antes que ele me mandasse...
Agora estou
aqui.
enviada por Van
07/05/2004 08:08
Acho que estou precisando de uma
jacuzzi e um cálice de vinho tinto...
enviada por Van
05/05/2004 09:39
"A vida é uma coisa engraçada. Ela vai sozinha, como um rio, se você deixar. Mas você também pode botar um cabresto, fazer dela o seu cavalo. A gente faz da vida o que quer. Cada um escolhe a sua sina. Cavalo ou rio."
O Homem do Ano
Lembra? Eu lembro...
enviada por Van
03/05/2004 09:00
Final de semana digno de maiores considerações... mas, se vocês ainda não sabem, como eu estou de bracinho no gesso, com direito a tipóia e tudo o mais, estou impossibilitada de digitar... só posso dizer que foi tudo de bom e mais um pouco!!
Se te encontro num desses feriados
Te pego, te relo, te cato, te caço
Te como, te devoro e o que me der na telha
Quem é você, fogos ou artifícios
Ou minha ultima centelha?!?
Ana Carolina
enviada por Van
29/04/2004 08:36
"Nunca duvide da capacidade de uma gata atiçada. Unhas afiadas, olhar compenetrado, movimentos sutis e calculados. Nunca duvide da destreza de uma gata faminta. Saltos precisos, lâminas cortantes, radares ligados. Esconda-se no armário, faça silêncio. A paciência do tempo, os pêlos esquecidos, o rabo altivo: hora ou outra o felino deixará seu reino para conquistar novos territórios. Portanto, vacine-se."
Vanessa Marques
enviada por Van
28/04/2004 08:12
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz.
Tocando em Frente - Maria Bethânia
enviada por Van
26/04/2004 08:30
enviada por Van
20/04/2004 10:42
Hoje eu vim aqui pra falar de tesão.
Puts... quem nunca sentiu um tesão tão desgraçado em alguém, que se pegou virando na cama de um lado pro outro só de imaginar aquela criatura ali, do teu ladinho, tocando num fiozinho do teu cabelo?!? Que sente o sangue fugir das mãos quando ouve o telefone tocar e já identifica quem é que tá do outro lado da linha e, antes mesmo do primeiro 'alô', já muda de patamar, já sobe de escala, já se entrega nos braços do desejo e liga o botãozinho do 'seja o que Deus quiser'?!? Sabe aquele cara que te arrepia a 15ª vértebra da coluna vertical quando tira displicentemente aquela mechinha de cabelo que insiste em cair sobre os olhos? O cara que te faz sentir a mulher mais desejada do mundo, que te molha o instinto, te instiga a libido, te suga a alma com um simples toque, te arrasta pro fogo do inferno pra vocês queimarem juntos no grande caldeirão?!? É mais ou menos isso...
Caraca... os olhos dela brilhavam de medo, receio talvez, algo do tipo. Mas ela queria e, puts, só de olhar pra ele, tremia toda. Só de olhar pra eles, dava pra sentir que tudo tava muito quente ali por perto.
Ele podia. Ela queria. Ela podia também. Só não devia. Mas foi. E aí? Tesão satisfeito?!? Que nada... foi apenas o começo!
Acho que talvez seja esse o "problema" do tesão: ele nem sempre se satisfaz logo de primeira. Falo por mim, que perco completamente o controle quando me encontro nessas situações. O desejo sempre fala mais alto e a conta da loucura vem depois. Pode deixar, eu pago seu preço. Mas pago de boca cheia, pago de alma lavada, pago com a certeza do sono tranqüilo depois do desejo satisfeito. Recém-satisfeito. Pré-satisfeito. Desejo que é desejo, dura o tempo necessário pra que precise de bis.
Caraca... ela desligou o telefone e estava vermelha do sangue quente que corria nas suas veias. Urrava no telefone com a amiga, não podia suportar tanta euforia. A amiga, pobrezinha, tentava controlá-la de qualquer jeito, mas ela não queria saber, ela queria, ela queria, ela só sabia que queria. Meu Deus, esse cara amassava o estômago dela só com o timbre da voz e ela estava cansada de namorinhos de portão e mãozinhas bobas que pediam consentimento pra ir adiante. Existem coisas que não precisam pedir. Existem coisas que ficam muito bem subentendidas. E isso, tava na cara. Tava na voz. Tava no cheiro imaginado. Tava na fertilidade da imaginação, na competição de criatividade, na mesa do trabalho, na câmera filmando tudo, no proibido da situação, nas risadas descontroladas, na oscilação da voz, na segurança do desejo.
Ela podia. Ele queria. Ele podia também. Só não devia. Se foi? Humm... ainda não. Mas vai ser. Existem situações das quais não se pode fugir, nem adianta tentar, uma hora vai explodir. Se não for hoje, vai ser amanhã, ou talvez no ano que vem, mas vai ser.
E só importa que seja.
Ah, e a conta, pode mandar depois. Aceita cartão de crédito?!?
enviada por Van
16/04/2004 08:50
Batidas na porta da frente é o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
Mas fico sem jeito, calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei
Um dia azul de verão, sinto o vento
Há folhas no meu coração é o tempo
Recordo um amor que perdi, ele ri
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar e eu também não sei
E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro sozinhos
Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder me esquecer.
Nana Caymmi - Resposta ao Tempo
enviada por Van
15/04/2004 09:10
Eu, ontem, participando da compulsão de Monick em fotografar tudo q vê quando tem uma máquina digital nas mãos...
enviada por Van
14/04/2004 09:15
A tristeza quando egoísta é lenta ao machucar você. As ligações são sempre atendidas por secretárias eletrônicas. Não adianta. Será que você não percebe que está sozinho? Que a única companhia que lhe resta é o travesseiro por entre as suas pernas? Que ninguém mais lhe dará um ombro se age como um kamikaze romântico? Agora não há com quem chorar. E, mesmo assim, levanta da cama pronto para mais um ataque. Domingo, três horas da tarde, o sol de inverno atraindo as pessoas às ruas em um repuxo de calor. Mas você quer mais. Não se contenta. Veste a sua melhor roupa. Faz a barba. Atravessa a pé os quilômetros que afastam você do sofrimento. E bate à porta do desprezo sem saber que o desprezo é inimigo do prazer. Você nem está surpreso com mais negativas. E por que deveria? Ouça os seus amigos, pelo amor de Deus. Pelo menos uma vez. Tire a sua roupa, tome um banho nu na fonte do parque, sinta a grama molhada gelar a sola dos seus pés. Beba mais cervejas, esqueça as garrafas de vinho. Beije a boca de uma estranha e sinta o gosto do desconhecido. Faça alguma coisa. Reaja. Porque um prazer qualquer curaria toda essa dor. Só você ainda não sabe disso.
André Takeda
enviada por Van
12/04/2004 08:07
Putz... final de semana show de bola!!!
Pense numa mulher completamente bronzeada, estourando de cansada, mas de alma lavada, baterias recarregadas, pronta pro que vier?!? Pois é, é mais ou menos assim que eu estou me sentindo!
Beijos pra todos e as fotos, logo logo vocês vão ver...
enviada por Van
07/04/2004 08:43
Tenho a fidelidade em alta conta. A fidelidade é uma das perfeições. O amor é um conflito. De qualquer modo, estou farta de fantasias e emoções. Não mencione a palavra amor. Deixe o amor fora disso. Não tento ser a
femme fatale. É inútil. Não quero mais ouvir falar de anjos, almas, amor, chega de profundidade. É fácil amar e existem muitas maneiras de fazê-lo. Não tenho mais o medo de amar demais. Só me interesso pelo prazer. Além disso, o amor nunca morre de morte natural. Morre porque nós não sabemos reabastecer sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições. Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho.
Annais Nin
enviada por Van
05/04/2004 08:02
Não dá pé, não tem pé nem cabeça
Não tem coração que esqueça
Não tem ninguém que mereça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez
Ter feito o que você me fez
Desapareça, cresça e desapareça
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem coração que esqueça
Não tem ninguém que mereça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada, eu não fiz nada disso
E você fez um bicho de sete cabeças
Bicho de sete cabeças
Bicho de sete cabeças
Bicho de Sete Cabeças - Zé Ramalho
enviada por Van
02/04/2004 08:10
E a Alice no País das Maravilhas está de volta. Lembra dela?
enviada por Van
29/03/2004 08:07
Para contar esta história seria preciso saber como descrever o silêncio. Espaços em branco, reticências, parênteses vazios. Ou seria apenas o meu dedo esquecido sobre a tecla "o", um zero indefinido, um círculo abraçando o nada. Mas o silêncio não fala, somente diz. Que estou perdendo o meu tempo. Que estou enganando a mim mesmo. Que estou fugindo da realidade. Diz, sobretudo, que já não posso mais assim ficar, sem ouvir um sim ou um não, um fico ou vou, um eu também ou esquece. E no entanto tudo o que recebo em troca é a sua boca feito um "o". Ela pode se abrir, respirar, suspirar. E só. Ela não fala de sentimentos, e eu penso quanto tempo vai durar este monólogo. Mas agora o espetáculo acabou. Fechem as cortinas, por favor. É hora de ir embora. Sem aplausos. Sem flores. Em silêncio. Porque ele é tudo o que restou de quem um dia aprendeu a gemer em meus ouvidos.
André Takeda
enviada por Van
26/03/2004 12:15
"O ser humano é um sucesso quando se levanta de manhã e vai para cama à noite e, nesse intervalo, faz o que quer."
Bob Dylan
enviada por Van
23/03/2004 08:18
Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma música que eu gostei e botei numa fita
Eu não vou gostar de você porque você acredita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser dita
Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora
Inteira, intensa, eterna, pronta pro momento e você cobra
Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero
O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora pára
Será que é tão difícil aceitar o amor como é
E deixar que ele vá e nos leve pra todo lugar
Como aqui
Será melhor deixar essa nuvem passar
E você vai saber de onde vim, aonde vou
E que eu estou aqui.
Mais que isso Ana Carolina
Hoje de manhã, vindo pro trabalho, entre um cochilo e outro...
enviada por Van
22/03/2004 08:16
Segunda-feira. Seria melhor viver sem ela. Mas já que não dá, que tal tentar levar da melhor maneira possível? Não saindo da cama, por exemplo. Afinal, eu tenho barras de chocolate escondidas no armário do cozinha, caixas de chá de todos os sabores dispostas simetricamente na estante acima da pia, discos do Coltrane esperando por este momento preguiçoso, sensual, irresponsável. Tudo o que lhe peço são poucos minutos, o suficiente para a água ferver, e pronto. Volto para a cama, debaixo do edredom somos como crianças em cabanas improvisadas, deixando o chá quente derreter o chocolate sobre a pele um do outro. E se o seu chefe telefonar, perguntando por que você ainda não chegou no escritório, entre uma língua e outra você irá responder com outra pergunta: - Vem cá, seu infeliz, você não tem ninguém pra comer numa segunda-feira de manhã, não?
André Takeda
enviada por Van
18/03/2004 09:42
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de dor de cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente.
Arnaldo Jabor
"Now I know, no matter what happen Ill never forget you, just like you told me."
Rá.
Sorry, baby, its much too late.
enviada por Van
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