20/04/2004 10:42
Hoje eu vim aqui pra falar de tesão.
Puts... quem nunca sentiu um tesão tão desgraçado em alguém, que se pegou virando na cama de um lado pro outro só de imaginar aquela criatura ali, do teu ladinho, tocando num fiozinho do teu cabelo?!? Que sente o sangue fugir das mãos quando ouve o telefone tocar e já identifica quem é que tá do outro lado da linha e, antes mesmo do primeiro 'alô', já muda de patamar, já sobe de escala, já se entrega nos braços do desejo e liga o botãozinho do 'seja o que Deus quiser'?!? Sabe aquele cara que te arrepia a 15ª vértebra da coluna vertical quando tira displicentemente aquela mechinha de cabelo que insiste em cair sobre os olhos? O cara que te faz sentir a mulher mais desejada do mundo, que te molha o instinto, te instiga a libido, te suga a alma com um simples toque, te arrasta pro fogo do inferno pra vocês queimarem juntos no grande caldeirão?!? É mais ou menos isso...
Caraca... os olhos dela brilhavam de medo, receio talvez, algo do tipo. Mas ela queria e, puts, só de olhar pra ele, tremia toda. Só de olhar pra eles, dava pra sentir que tudo tava muito quente ali por perto.
Ele podia. Ela queria. Ela podia também. Só não devia. Mas foi. E aí? Tesão satisfeito?!? Que nada... foi apenas o começo!
Acho que talvez seja esse o "problema" do tesão: ele nem sempre se satisfaz logo de primeira. Falo por mim, que perco completamente o controle quando me encontro nessas situações. O desejo sempre fala mais alto e a conta da loucura vem depois. Pode deixar, eu pago seu preço. Mas pago de boca cheia, pago de alma lavada, pago com a certeza do sono tranqüilo depois do desejo satisfeito. Recém-satisfeito. Pré-satisfeito. Desejo que é desejo, dura o tempo necessário pra que precise de bis.
Caraca... ela desligou o telefone e estava vermelha do sangue quente que corria nas suas veias. Urrava no telefone com a amiga, não podia suportar tanta euforia. A amiga, pobrezinha, tentava controlá-la de qualquer jeito, mas ela não queria saber, ela queria, ela queria, ela só sabia que queria. Meu Deus, esse cara amassava o estômago dela só com o timbre da voz e ela estava cansada de namorinhos de portão e mãozinhas bobas que pediam consentimento pra ir adiante. Existem coisas que não precisam pedir. Existem coisas que ficam muito bem subentendidas. E isso, tava na cara. Tava na voz. Tava no cheiro imaginado. Tava na fertilidade da imaginação, na competição de criatividade, na mesa do trabalho, na câmera filmando tudo, no proibido da situação, nas risadas descontroladas, na oscilação da voz, na segurança do desejo.
Ela podia. Ele queria. Ele podia também. Só não devia. Se foi? Humm... ainda não. Mas vai ser. Existem situações das quais não se pode fugir, nem adianta tentar, uma hora vai explodir. Se não for hoje, vai ser amanhã, ou talvez no ano que vem, mas vai ser.
E só importa que seja.
Ah, e a conta, pode mandar depois. Aceita cartão de crédito?!?
enviada por Van
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